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Esse é um problema estrutural, se as complicações que estamos tentando sucumbir são as de "equidade linguística" não imagino que elas sejam resolvidas por meio de uma "inteligência" que tem seu algoritmo moldado por empresas de grande capital. A verdade é que esse equidade é inexistente mesmo quando tratamos de falantes nativos, a universidade, esse centro que deveria formar acadêmicos competentes não o faz, digo isso pois essa erudição ( que se esconde atrás de rigor científico muitas vezes) não é acessível. Não temos no currículo formativo disciplinas de escrita acadêmica.

Então essa equidade é utópica, no sentido de só vai ser sanada essa disparidade quando tivermos um letramento científico decente de toda a população.

A ideia de usar uma ia para formular métodos e metodologias nos trabalhos acadêmicos é triste, triste porque deveríamos estar focados em educar a população a ter recursos para essas elaborações e não habilitar o uso de algo que vai prejudicar a capacidade cognitiva da mesma.

Já se o assunto é a língua, mais especificamente a língua inglesa, precisamos de aulas de inglês de qualidade para a população assim como dentro do currículo de todos os cursos, já que segundo o autor a comunidade acadêmica só produz conhecimento em inglês, assim como tradutores capacitados e humanizados para que a tradução desses textos seja feita processualmente do jeito mais verossímil possível.

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