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Ivan's avatar

Texto traz uma contribuição muito interessante para a reflexão metodológica sobre causalidade e estrutura dos dados.

A distância entre as duas abordagens estatísticas não é tão grande quanto pode parecer. Entendo que a AGD se apresenta como uma ferramenta mais robusta para a mensuração de variáveis estruturais, enquanto os modelos regressivos tradicionais tendem, muitas vezes, a priorizar a identificação em detrimento de uma discussão mais aprofundada sobre mensuração.

Minha percepção é que a AGD propõe um framework poderoso para mensurar fenômenos sociais complexos, que frequentemente são captados apenas por proxies parciais na Ciência Social mais ortodoxa.

Me pergunto então até que ponto fenômenos de mensuração mais direta e simples — como voto, decisões ou fluxos econômicos / administrativos— refletem de fato variáveis sociais substantivas e importantes per se, ou se constituem apenas como proxies incompletas dos fenômenos centrais das Ciências Sociais que a AGD mensuraria com maior potência.

Manoel Galdino's avatar

Como comentei em outro fórum, acho que boa parte das críticas é compartilhada pela comunidade de inferência causal. Descrição é importante; não é crível identificação causal controlando para tudo que é relevante com regressão (mesmo matching sozinho não é bem visto); e algumas perguntas causais não são bem definidas (seu exemplo do capitalista e operário), pois não é claro o que é manipulável na variável.

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